DEZEMBRO DE 2025 - BOAS FESTAS PARA TODOS E VOTOS DE UM 2026 COM COISAS BOAS ESPECIALMENTE SAÚDE

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terça-feira, 31 de agosto de 2010

92 - Um ano de Comissão, aniversário em Nova Coimbra.



-Na data de 06/10/1972 fizémos um ano da data da partida de Lisboa no navio Niassa, a caminho de Moçambique.
-Todos quantos viveram por dentro esta passagem na vida, sabem que por sistema a cerveja era uma companhia diária pois para além de matar a sede, ajudava a matar as tritezas de cada um. Nestes dias comemorativos a coisa tinha sempre um fim mais ao geito de se beber sem sede, resultando daí algumas "cadelas".
-Na foto tirada na "majestosa" messe de sargentos de Nova Coimbra (qualquer coisa como meia dúzia de chapas zincadas erguidas do chão), o pessoal comemora a data e a objectiva captou da esquerda para a direita os furrieis (há mais mãos a erguer os copos): Matos (Vaguemestre); Louro (Mecânico Auto); Silveirinha (Falecido); Lobão (G.E.) e Américo (Enfermeiro).

domingo, 8 de agosto de 2010

91 - Nova Coimbra "Acção psicológica" 2

-Quando da nossa passagem por Nova Coimbra, pelos melhores motivos, a nossa presença não passou despercebida à população do aldeamento com o mesmo nome . Lembro-me muito bem do dia em que pela primeira vêz atravessámos este aldeamento nas viaturas a caminho do quartel que se situava a cerca de dois kilómetros na direcção do Lunho. Enquanto os militares da companhia que íamos render faziam a festa com a nossa chegada, os naturais quase nem para nós olhavam ou faziam-no com ar de ódio, coisa que não é muito dificil de perceber.
-Os dias e as semanas foram-se passando e esta situação teria que ser alterada, pois a nós não interessava este estado de coisas, nem mais ou menos. Sabíamos que nesta povoação moravam muitos dos militares da Frelimo com as suas famílias, embora não se soubesse ao certo quem eram. Assim passou-se a uma tomada de posição chamada de "acção psicológica" coisa que no início pareceu estranha para os naturais (talvez porque outros nunca antes o fizéssem desta forma), mas depois passou a ser vista com bons olhos e aceite por todos.
-Então o nosso Capitão mais o Vaguemestre tiveram uma conversa com o RÉGULO da aldeia para lhe apresentar a inovação e os detalhes de como se ia processar. Assim em frente à casa do régulo fez-se um corredor onde cada um iria estar em fila e seria da responsabilidade do régulo a ordem para tudo funcionar a contento.
-Pois bem a novidade seria que todos os domingos depois do nosso almoço no quartel, iríamos ali distribuir pelas crianças e pelos velhos uma arrozada de bacalhau. Os cozinheiros confeccionavam num dos panelões da sopa este prato, carregava-se numa viatura e lá íamos distribuir o mesmo conforme o combinado. Para nós era indiferente de quantas vezes os miudos íam para a fila afim de levarem mais uma malga de comida para as suas casas(palhotas); até haver seria distribuido, pois os mais velhos tinham outras dificuldades em se movimentarem. Lembro que a determinada altura até os de meia idade se apresentavam com a sua malga para se abastecerem. 
-Desta forma simples se conseguiu trazer as populações para as nossas relacções de amizade, embora as vidas de cada um continuassem como antes, eles na Frelimo e nós no quartel. Parece coisa pouco clara, mas só um doido é que vai matar alguém que lhe dá de comer e à família pelo menos uma vez por semana e que até pode beber uma cerveja à sua conta de vez em quando lá na tasca.
-Outras formas de ajuda que fizémos, entre elas a doacção de gasóleo para iluminação; as boleias de e para Metangula nas nossas viaturas quando lá nos deslocávamos; o empréstimo das viaturas para irem buscar o milho e a mandioca; a assistência de enfermagem no quartel pelos nossos enfermeiros; a venda de bens alimentares no quartel, etc..
-Tudo isto não foi demais para atingirmos os fins pretendidos.
-A seguir mostro algumas fotos que tenho, relacionadas com a distribuição da arrozada de bacalhau:

-Aqui estou sem divisas na companhia do condutor Fitas a distribuir a arrozada.
-Numa zona de guerra os galões e divisas só podem ser prejudiciais a quem os usa.
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-Outra foto com os mesmos intervenientes da anterior.
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-Aqui o cenário repete-se e aparece um homem de cor que me parece ser um dos nossos militares naturais a colaborar com a distribuição ?..
-Pela data que está na foto já fêz no mês passado 38 anos que foi feita esta acção. 
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-Continuo a distribuir a alimentação e o pessoal vai esperando pela sua vez com as malgas.

domingo, 1 de agosto de 2010

90 - Nova Coimbra "Acção psicológica"



-Nesta foto podemos ver um grupo de militares da C.Caç.3468 fazendo "Acção psicológica" junto da população de Nova Coimbra, algo que acontecia todos os fins de semana especialmente aos domingos á tarde depois do almoço. Como se pode ver serão as crianças e os velhos que dominam as nossas atenções, pois os de idade intermédia eram na maioria militares da Frelimo, que assim mesmo nos acompanhavam numa cerveja num tasco que havia na aldeia.
-Da esquerda temos o enfermeiro Fonseca; os furrieis Almeida, Alvim (falecido), Louro e Barbosa e ainda o condutor Rodrigues mais conhecido pelo S.Pedro.
-Pormenor muito importante: o condutor S.Pedro transporta às costas a G3 (inseparável para todos nós), enquanto dos restantes militares alguns usavam (?) pistolas militares. Eu e o vaguemestre comprámos um revólver civil de calibre 32, devidamente legalizado e com liçença de uso e porte de arma que me acompanhava sempre, bem assim como uma faca de mato, embora na maioria das situações me fizésse acompanhar da minha "adorada" G3 que dormia sempre à minha beira e prontinha a responder a uma necessidade imediata. Sempre bem limpa e cuidada era o meu "ai jesus" e de igual modo dos restantes camaradas mais atentos e cuidadosos, pois embora esta arma fosse de uma grande fidelidade e de uma qualidade excelente, também precisava de cuidados especiais.

domingo, 25 de julho de 2010

89 - Nova Coimbra - Depósito de água.




-Nesta foto tirada em Nova Coimbra, podemos ver em primeiro plano o depósito de água que servia para o abastecimento das necessidades básicas do pessoal no quartel. Este depósito por sua vez era abastecido por uma bomba existente num furo que entretanto se avariou e por muito que se pedisse apoio para a reparação da mesma, sei apenas que quando saímos dali o cenário era o mesmo. Para fazer face a este grande problema, todos os dias havia uma viatura e pessoal escalados para ir ao rio Lunho fazer o abastecimento de água, a cerca de cinco kilómetros, uma tarefa nada segura em virtude de estarmos numa das zonas onde a Frelimo estava muito activa e todos os cuidados eram poucos.
-Do lado direito podemos ver ainda um morro que foi feito pelas formigas e bem me lembro que devido ao seu tamanho, havia muitos dos naturais que comiam estas mesmas formigas.
-Parece que eram doces... Gostos...

domingo, 18 de julho de 2010

88 - Nova Coimbra - Dois operacionais da Frelimo capturados



-Nesta foto tirada em Nova Coimbra, estão dois operacionais da Frelimo que tinham sido capturados pelos G.E. 101, sob o comando do na altura sargento ajudante Biguane.

Irei aqui descrever uma história verídica que se passou comigo e estes homens:
-Começo por dizer que quando fui mobilizado para prestar serviço militar em Moçambique mentalizei-me que a questão relacionada com "A Guerra" própriamente dita pouco ou nada me dizia e como tal em vez de utilizar a minha G3 iria tentar ser útil ás pessoas necessitadas dos aldeamentos por onde íamos passando, tentando ajudar naquilo que as mesmas mais precisavam, dentro das minhas possibilidades e do que tinha na minha secção auto.
-Quando cheguei a Nova Coimbra, deparei-me com muitos naturais pedindo gasóleo para iluminação, coisa que segundo me disseram o anterior fur.mecânico não dava. Falei com o Capitão da Companhia e resolvemos ajudar. A coisa no início era complicada pois as pessoas apareciam com garrafas e em grande quantidade. Resolveu-se falar com o "Régulo" da aldeia e passou a ser ele a distribuir o gasóleo depois de lá se ter colocado um bidom. Esta foi uma medida bem aceite pela população da qual se sabia ser grande parte familias de operacionais da Frelimo. Para nós pouco nos importava, pois a acção psicológica era muito importante numa guerra de guerrilha como aquela.
-Fizémos outras campanhas de acção psicológica que contarei noutra peça mais adiante, mas ainda relacionado com a minha secção, digo que se chegou a uma certa confiança com a população ao ponto de na época da apanha do milho e da mandioca se mandar uma viatura para ir à machamba buscar estes espécies de alimentos para a aldeia. È certo que se tomaram as medidas necessárias para a segurança do condutor e da viatura e nestas condições ìa outra viatura com uma secção devidamente armada e acompanhada de enfermeiro e transmissões, não fosse haver alguma surpresa.

Tudo isto que descrevi tem a ver com o que conto de seguida:
-Quando eram capturados alguns elementos da Frelimo, normalmente ficavam numa cela improvisada durante alguns dias até que os pides os fossem buscar; o mesmo se passou com estes dois. Eu tinha por hábito visitá-los e dar-lhes umas cervejas, tabaco e alguma comida e ao mesmo tempo conversar com eles. Foi então que um me perguntou se eu me lembrava da emboscada que tínhamos sofrido quando do regresso do Lunho numa das colunas para colocar a companhia em operações no mato. Pois eu de facto bem me lembrava, já que da primeira vêz que saí para ir ao Lunho visitar o meu camarada mecânico, no regresso acontaceu mesmo. Vinha eu na cabine da primeira viatura, que era uma berliet e a determinada altura ouviram-se duas rajadas vindas do mato que naquele local tinha as árvores cortadas a cerca de 50 metros da picada para maior segurança a uma emboscada. Fiz o que o restante pessoal fêz depois da coluna ter parado, ou seja saltar para o chão e o pessoal habilitado fêz fogo de reconhecimento; não houve resposta e continuámos a viagem até Nova Coimbra.
-Dizia-me este homem: sabe furriel, nós conhecemo-lo bem e teria sido fácil alvejá-lo de rajada àquela distância, mas o senhor não o merecia. Fomos nós que disparámos as rajadas, mas não para matar, apenas para intimidar. Esta companhia tem sido amiga de ajudar o povo da aldeia. Mas não se esqueça dum conselho, nunca ande numa coluna no primeiro carro, pois é sempre o primeiro a ser alvejado e se fossem outros grupos que não o conhecessem podia ser fatal.
-Pois apenas vos digo que ao Lunho nunca mais fui e cada vêz que ía numa coluna passei a andar mais nos carros do meio, aceitei com reconhecimento os ensinamentos que aquele homem me deu. Pudera....

domingo, 4 de julho de 2010

87 - Nova Coimbra - Armas capturadas à Frelimo


-Quando da nossa passagem por Nova Coimbra, as operações no mato programadas e com objectivos definidos, originaram confrontos com a Frelimo e captura de armamento pelos nossos militares.
-Aqui neste aquartelamento de Nova Coimbra também estavam sediados um grupo de G.E. (forças militares formadas por naturais de Moçambique e comandados por militares da Província, sendo raras as excepções como é o caso deste grupo que era comandado pelo Sargento Biguane também Moçambicano), e que também tinham grandes confrontos no assalto às bases da Frelimo de onde resultava a captura de vário armamento e outros.
-As armas que estão nas fotos seguintes não tenho a certeza quem as capturou em virtude de tanto a minha companhia como os G.E.101, o terem feito:

-Foto tirada junto ao armamento capturado apenas para servir de recordação, pois como Fur. Mecânico Auto não tive qualquer saída para o mato.

-As outras fotos tiradas que tenho em meu poder:

terça-feira, 29 de junho de 2010

86 - Nova Coimbra - Postos de sentinela.




-Nestas duas fotos pode-se ver um dos postos de sentinela que havia em Nova Coimbra, onde havia em permanência pessoal de serviço, bem assim como armamento adequado para resposta imediata a um possível ataque da Frelimo. 


quinta-feira, 24 de junho de 2010

85 - Nova Coimbra - Noite em que o porco fugiu da pocilga e foi morto a tiro por sentinela.



-Nesta data de 30/07/1972, estávamos em Nova Coimbra e o Matos (Meu camarada vaguemestre) tinha numa pocilga um porco que ia criando com os restos do rancho.
-Eram cerca de uma da manhã, quando se ouviu uma rajada de G3 e aí imediatamente o quartel se pôs de pé e pronto para o que de pior estivésse para acontecer.
-O pessoal tenta saber o que teria acontecido e para espanto geral, o sentinela de um posto apercebeu-se de um animal a aproximar-se e não se fêz rogado abateu-o logo ali. Ligou-se o gerador eléctrico e lá estava o porco que o Matos estava a criar, ali postrado à espera de ser amanhado, pois teve a imprudência de sair da pocilga ir dar uma volta e tentar regressar sem avisar nem nada.
-Pois bem no dia seguinte o rancho lá mehorou um pouco, graças à ousadia de um porco que por sinal já era bem grande.
-Aqui nesta foto eu e o Matos estamos  a ver o estado em que o animal ficou.

sábado, 19 de junho de 2010

84 - Nova Coimbra - Encontro com primo de um ex.vizinho de infância.



-Quando rodámos para o aquartelamento de Nova Coimbra, encontrei no local um militar de nome Quim (só sei este diminutivo) que era primo de um ex.vizinho de infância lá na aldeia do Chão da Parada e que se chama Zé Faria. Este Quim, penso que era da CCS de Metangula e depois do regresso a Portugal nunca mais o encontrei. Por onde andará ?


domingo, 13 de junho de 2010

83 - Nova Coimbra - Um passeio até ao aldeamento.


-Regra geral o pessoal, especialmente ao Domingo depois do almoço ia até ao aldeamento de Nova Coimbra fazer um pouco de "psicó". Nesta foto pode ver-se um grupo de furrieis que num jeep ía dar uma volta precisamente com esse propósito.
-São o Louro ao volante; ao lado o Antunes e ainda o Monge (Metangula). Depois atráz e pela mesma ordem está o Américo Silva, o Barbosa no meio e na outra ponta o Pedrosa:


terça-feira, 8 de junho de 2010

82 - Nova Coimbra: (Duas fotos minhas tiradas aqui)




-Duas fotos tiradas no quartel em Nova Coimbra

sexta-feira, 7 de maio de 2010

76 - Nova Coimbra - Almoço de aniversário dos meus 23 anos



-Fáz hoje 38 anos que esta foto foi tirada. Estávamos em Nova Coimbra e fiz 23 anos naquele dia. Convidei os meus camaradas da secção auto para irem almoçar comigo à messe de sargentos que como a foto mostra era pouco mais do que uma barraca. Escusado será dizer que no mesmo almoço estavam os meus camaradas furrieis que estão do outro lado da mesa. Aqui a ver o fotógrafo estou eu e logo a seguir o pessoal da "ferrugem".
-Relembrar a nossa juventude tráz saudades desses tempos.
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COMENTÁRIOS:

Anónimo disse...
José Alberto os meus sinceros parabéns.
Sexta-feira, 07 Maio, 2010


Flávia Silva disse...
Olá foi uma boa ideia criar este blog, eu também tenho algures algumas fotos do meu pai, de quando ele andou neste grupo, é uma questão de procurar digitalizar e enviar por mail.
O meu pai é o segundo do lado esquerdo.
Flávia Silva
Quarta-feira, 12 Maio, 2010

domingo, 2 de maio de 2010

75 - Nova Coimbra - Num posto de vigia (2)



-O quartel de Nova Coimbra era uma antiga "machamba" de um dono qualquer, longe de tudo o que era civilização, a cerca de dois km da povoação do mesmo nome onde apenas havia as palhotas dos naturais de Moçambique aqui residentes e habituados a esta forma de vida.
-Nós ali não tínhamos práticamente nada para ajudar a passar o tempo, a não ser conviver com os restantes camaradas, sendo um local preferido os postos de sentinela onde a malta se juntava já que não tinhamos locais apropriados para tal. Não tínhamos divisas nem galões, pois todos sabiam quem era quem e a amizade e respeito foi coisa que sempre existiu na nossa companhia.
-Aqui nesta foto em virtude da pouca qualidade, apenas reconheço de pé o Monge, Barbosa, Américo e Matos, ex.furrieis. Aos restantes as minhas desculpas.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

74 - Nova Coimbra - Num posto de vigia (1)



-A C.Caç.3468 quando chegou a Moçambique, adoptou um nome próprio que nos identificava como tal:
"ROMANOS"
-Nesta foto em Nova Coimbra, estou junto a um posto de sentinela, o que era usual por muitos dos militares desta companhia passarem algum tempo por ali, em virtude de não haver um local próprio para se conviver, a não ser nas casernas. Fazia-se companhia aos que estavam de serviço e aproveitava-se as sombras das árvores para se estar mais confortável pois dentro das casernas de chapas zincadas o calor era abrazador.
-Eu, lembro-me de em algumas noites levar uma berliet para debaixo dumas árvores e colocar um colchão na carroceria para dormir alguma coisa nestas condições de calor.  

segunda-feira, 19 de abril de 2010

72 - Travessia do rio Lunho numa Berliet.

-Em Moçambique na época das chuvas, em virtude de nas zonas onde havia acção por parte dos movimentos de guerrilha, as  pontes por sistema eram minadas e as estradas de picada de mau estado, pelo que duma maneira geral as deslocações eram sempre um grande problema. Os rios aumentavam os seus caudais e atravessá-los era um risco demasiado grande mesmo para um pesado como a berliet. Aqui a situação estava  dificil e a solução foi um giuncho de outra berliet para a retirar do rio.
-Enquanto o pessoal aguardava na caixa da berliet, eu estaria a analizar o ponto da situação.   

domingo, 11 de abril de 2010

70 - Nova Coimbra - O parque auto.



-Nesta foto tirada em Nova Coimbra em Julho de 1972, está o Cabo Mec.º Silva a tentar pôr a trabalhar uma ambulância que ali existia em carga da minha secção (Nunca percebi para quê) e à sua volta a ver se a coisa resultava, estava eu Louro na direita, depois o Silva, o Barros, o Costa (Já falecido ) e o Jorge.

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-Esta é a ambulância que recebi em carga e que se bem me lembro nunca saiu do quartel. Felizmente nunca foi precisa, mas perante as circunstâncias do que eram as picadas e a distância até Vila Cabral, era impensável o seu uso para qualquer assistência.

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-Esta é mais uma foto da ambulância e em virtude de estar um pouco longe não consigo identificar os presentes.

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-Alguns dos carros que estavam ao serviço da C.Caç.3468 em Nova Coimbra.

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-Outra foto das viaturas e ao fundo dois camaradas que não identifiquei.

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-Em Nova Coimbra também existia um parque de viaturas minadas, que estavam sucatadas e abatidas ao efectivo onde se iam tirar algumas peças para as restantes.

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-Esta foto onde estou, foi tirada no P.A.D. em Vila Cabral, pois toda a assistência que não conseguíamos dar ás viaturas nos quartéis com o nosso pessoal, era para ali que seriam rebocadas. 
-Quando a minha companhia esteve em Massangulo e Vila Cabral, a sede desta era ali mesmo ao lado do P.A.D. e da Engenharia.  E falando do quartel da Engenharia, lembro as noitadas que ali passei a jogar à lerpa até o Sol nascer. É só para recordar.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

69 - Nova Coimbra - Coluna auto para Metangula



-Esta foto mostra a picada junto ao Lago do Niassa que ligava Metangula a Chuata(Praia) e depois em pleno mato passava por Nova Coimbra a caminho do Lunho.

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-Nesta foto onde estou no meio de dois outros camaradas, apenas me lembro do nome do meu companheiro, fur. Matos à minha direita e de óculos, pois o que está à esquerda não me ocorre. Acaso algum dos visitantes deste blogue reconheça este camarada agradeço me informe o seu nome.
-Fica a curiosidade de nestas condições e tal como a foto mostra as divisas não eram muito recomendadas, pois éramos todos soldados, embora cada um soubésse as responsabilidades que os outros  tinham.

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-Esta foto é semelhante à anterior, já que os intervenientes são os mesmos embora noutra pose.

quarta-feira, 17 de março de 2010

63 - Nova Coimbra - Mina na picada para Metangula (3)


-O pessoal da "Ferrugem" a tranferir os bidons da gasolina que ficaram ainda na berliet para outro carro.

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-A berliet minada e o buraco no chão provocado pela mina.

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-Aqui estou com um menino que ia a passar no local ao colo da mãe. Está o meu Cabo Mecânico Silva e o Víctor Augusto, além de me aparecer na esquerda o fur.Pedrosa.

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-Esta é a última das fotos em meu poder relacionadas com o rebentamento desta mina.Este pessoal está sentado em uma sombra, a descançar e esperando por algo que me não lembro, já que o trabalho a seguir era tudo menos fácil, pois tínhamos que rebocar esta viatura para o quartel.
-Estão na foto: Furrieis Pedrosa, Louro e um G.E.(?); mais Mecânicos Silva e Alexandrino; Condutores: S.Pedro, Carvalho, Filipe, Agostinho e Alfredo Almeida; Enfermeiro Duarte; Victor Augusto e se me escapou algum que me informe. Está ainda a cadela do vaguemestre Matos.

sexta-feira, 12 de março de 2010

62 - Nova Coimbra - Mina na picada para Metangula (2)



-Esta é a segunda parte das fotos relacionadas com o rebentamento de uma mina anti-carro que uma berliet da minha companhia carregada com bidos de gasolina, accionou quando regressava a Nova Coimbra, depois de os ter ido buscar a Metangula. 
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COMENTÁRIOS:

António Monge disse...
Louro:
Desculpa lá intervir apenas para fazer duas ligeiras precisões acerca da história da mina. Nesse dia eu fui rendido pelo Martinho pois ele vinha passa o mês nas obras de Nova Coimbra e eu iria passar um mês na CCS. Para que ele não ficasse sem areia na obra ofereci-me para enquadrar o vosso pessoal da picagem e fui, logo de manhã cedo, ao lago para carregar a areia. Veio a coluna da CCS para o Lunho e, depois do almoço, sabendo que tinha chegado nova lancha e como a picagem já estava feita, o pessoal da 3468 aproveitou para ir a Metangula reabastecer. No regresso já perto das 18 horas lá estava a mina. O que eu acho que é de corrigir é que foi antes de passar sobre o pontão (não depois como é afirmado) quando se deslocava no sentido Metangula Nova Coimbra. A outra imprecisão que me parece estar na descrição é que, em minha opinião e, aqui, não tenho tantas certezas, é que o combustível dos bidons que seguim na Berliet seriam gasóleo. Acho que os de gasolina eram de transportado no Unimog 504. Parece-me que se fosse gasolina deveria ter-se incendiado.
Um abraço
António Monge
Quarta-feira, 17 Março, 2010

José Louro disse...
Caro Amigo Monge, muito gosto em te ter por cá, é um enorme prazer ter-te a acompanhar este blogue que afinal também é vosso. Irei alterar o que me dizes, mas em relação ao combustível, lembro-me bem da nossa grande surpresa pela felicidade de nenhum ter sido perfurado. Lembro que mais adiante tenho pelo menos uma foto em que tu estás com a malta da minha companhia.
-Saúde, um abração e se passares pelas Caldas ou arredores dá uma apitadela. Envia-me o teu endereço de email para o do blogue para podermos trocar mais opiniões.
José Louro
Quinta-feira, 18 Março, 2010

sábado, 6 de março de 2010

61 - Nova Coimbra - Mina na picada para Metangula (1)



-Tínhamos ido a Metangula buscar os bidons de gasolina que tinha encomendado e que vinham desde Vila Cabral em coluna até Meponda e dali nas lanchas da Marinha pelo Lago do Niassa até Metangula.
-No regresso e logo imediatamente antes de um pontão, tínhamos á nossa espera uma mina anti carro colocada com estratégia no local único onde os rodados das viaturas iriam passar.
-O resultado foi o pretendido pela Frelimo e felizmente não houve feridos a registar, pois a berliet ia muito carregada e não se rebentou qualquer dos bidons de 200 litros de gasolina que eram feitos de uma chapa galvanizada muito forte. Sorte ou destino.

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-Aqui podemos ver a cratera que a mina provoccou, reconhecendo-se alguns dos meus ex.camaradas como o Matos, Pedrosa e condutor Jorge Carvalho junto ao buraco e os restantes são ???

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-Mais uma vista do acontecimento, com o pessoal a comentar talvêz a sorte que teve sem uma beliscadura.

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-O estado em que ficou a carroceria da berliet.

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-Também aqui estou junto ao buraco, numa foto para recordar.