DEZEMBRO DE 2016 - BOAS FESTAS -- Que o ano de 2017 nos dê coisas boas.

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domingo, 25 de julho de 2010

89 - Nova Coimbra - Depósito de água.




-Nesta foto tirada em Nova Coimbra, podemos ver em primeiro plano o depósito de água que servia para o abastecimento das necessidades básicas do pessoal no quartel. Este depósito por sua vez era abastecido por uma bomba existente num furo que entretanto se avariou e por muito que se pedisse apoio para a reparação da mesma, sei apenas que quando saímos dali o cenário era o mesmo. Para fazer face a este grande problema, todos os dias havia uma viatura e pessoal escalados para ir ao rio Lunho fazer o abastecimento de água, a cerca de cinco kilómetros, uma tarefa nada segura em virtude de estarmos numa das zonas onde a Frelimo estava muito activa e todos os cuidados eram poucos.
-Do lado direito podemos ver ainda um morro que foi feito pelas formigas e bem me lembro que devido ao seu tamanho, havia muitos dos naturais que comiam estas mesmas formigas.
-Parece que eram doces... Gostos...

domingo, 18 de julho de 2010

88 - Nova Coimbra - Dois operacionais da Frelimo capturados



-Nesta foto tirada em Nova Coimbra, estão dois operacionais da Frelimo que tinham sido capturados pelos G.E. 101, sob o comando do na altura sargento ajudante Biguane.

Irei aqui descrever uma história verídica que se passou comigo e estes homens:
-Começo por dizer que quando fui mobilizado para prestar serviço militar em Moçambique mentalizei-me que a questão relacionada com "A Guerra" própriamente dita pouco ou nada me dizia e como tal em vez de utilizar a minha G3 iria tentar ser útil ás pessoas necessitadas dos aldeamentos por onde íamos passando, tentando ajudar naquilo que as mesmas mais precisavam, dentro das minhas possibilidades e do que tinha na minha secção auto.
-Quando cheguei a Nova Coimbra, deparei-me com muitos naturais pedindo gasóleo para iluminação, coisa que segundo me disseram o anterior fur.mecânico não dava. Falei com o Capitão da Companhia e resolvemos ajudar. A coisa no início era complicada pois as pessoas apareciam com garrafas e em grande quantidade. Resolveu-se falar com o "Régulo" da aldeia e passou a ser ele a distribuir o gasóleo depois de lá se ter colocado um bidom. Esta foi uma medida bem aceite pela população da qual se sabia ser grande parte familias de operacionais da Frelimo. Para nós pouco nos importava, pois a acção psicológica era muito importante numa guerra de guerrilha como aquela.
-Fizémos outras campanhas de acção psicológica que contarei noutra peça mais adiante, mas ainda relacionado com a minha secção, digo que se chegou a uma certa confiança com a população ao ponto de na época da apanha do milho e da mandioca se mandar uma viatura para ir à machamba buscar estes espécies de alimentos para a aldeia. È certo que se tomaram as medidas necessárias para a segurança do condutor e da viatura e nestas condições ìa outra viatura com uma secção devidamente armada e acompanhada de enfermeiro e transmissões, não fosse haver alguma surpresa.

Tudo isto que descrevi tem a ver com o que conto de seguida:
-Quando eram capturados alguns elementos da Frelimo, normalmente ficavam numa cela improvisada durante alguns dias até que os pides os fossem buscar; o mesmo se passou com estes dois. Eu tinha por hábito visitá-los e dar-lhes umas cervejas, tabaco e alguma comida e ao mesmo tempo conversar com eles. Foi então que um me perguntou se eu me lembrava da emboscada que tínhamos sofrido quando do regresso do Lunho numa das colunas para colocar a companhia em operações no mato. Pois eu de facto bem me lembrava, já que da primeira vêz que saí para ir ao Lunho visitar o meu camarada mecânico, no regresso acontaceu mesmo. Vinha eu na cabine da primeira viatura, que era uma berliet e a determinada altura ouviram-se duas rajadas vindas do mato que naquele local tinha as árvores cortadas a cerca de 50 metros da picada para maior segurança a uma emboscada. Fiz o que o restante pessoal fêz depois da coluna ter parado, ou seja saltar para o chão e o pessoal habilitado fêz fogo de reconhecimento; não houve resposta e continuámos a viagem até Nova Coimbra.
-Dizia-me este homem: sabe furriel, nós conhecemo-lo bem e teria sido fácil alvejá-lo de rajada àquela distância, mas o senhor não o merecia. Fomos nós que disparámos as rajadas, mas não para matar, apenas para intimidar. Esta companhia tem sido amiga de ajudar o povo da aldeia. Mas não se esqueça dum conselho, nunca ande numa coluna no primeiro carro, pois é sempre o primeiro a ser alvejado e se fossem outros grupos que não o conhecessem podia ser fatal.
-Pois apenas vos digo que ao Lunho nunca mais fui e cada vêz que ía numa coluna passei a andar mais nos carros do meio, aceitei com reconhecimento os ensinamentos que aquele homem me deu. Pudera....

domingo, 4 de julho de 2010

87 - Nova Coimbra - Armas capturadas à Frelimo


-Quando da nossa passagem por Nova Coimbra, as operações no mato programadas e com objectivos definidos, originaram confrontos com a Frelimo e captura de armamento pelos nossos militares.
-Aqui neste aquartelamento de Nova Coimbra também estavam sediados um grupo de G.E. (forças militares formadas por naturais de Moçambique e comandados por militares da Província, sendo raras as excepções como é o caso deste grupo que era comandado pelo Sargento Biguane também Moçambicano), e que também tinham grandes confrontos no assalto às bases da Frelimo de onde resultava a captura de vário armamento e outros.
-As armas que estão nas fotos seguintes não tenho a certeza quem as capturou em virtude de tanto a minha companhia como os G.E.101, o terem feito:

-Foto tirada junto ao armamento capturado apenas para servir de recordação, pois como Fur. Mecânico Auto não tive qualquer saída para o mato.

-As outras fotos tiradas que tenho em meu poder: