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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

02-MEU PERCURSO NA TROPA.


-Tal como centenas de milhar de ex.militares fui obrigado a ir à tropa contra a minha vontade. Cada um tem a sua história desse passado. Por mim vou recordar apenas o percurso desses anos da minha juventude de menino e moço:



-Dava eu aulas em Torres Vedras, com a vida estabilizada relativamente a trabalho e eis que sou chamado para a incorporação no R.I.5 de Caldas da Rainha onde me apresentei em 06/07/1970 afim de fazer o C.S.M. (Curso de Sargento Miliciano).
-Tinha a certeza que não escaparia a uma mobilização e aqui trabalhei afincadamente para ser Mecânico Auto, uma especialidade que me dizia muito, o que realmente veio a acontecer. Em 20 de Setembro apresentei-me em Sacavém na E.P.S.M. afim de fazer a especialidade respectiva e pelo meio fui tirar a carta de condução ao Trem Auto em Lisboa. Aproveitei e fiz a de lista branca que dava para conduzir também carros civis.
-Como esperado não foi surpresa a mobilização, tendo formado batalhão entre Chaves e Carreira de Tiro de Espinho de onde partimos para Lisboa em 06/10/71 afim de embarcar no Niassa a caminho de Moçambique.
-Sem estar previsto fomos forçados a rumar a Bissau, em virtude de um incêndio num porão. Daqui zarpámos a Luanda, Lourenço Marques, Beira e por fim Nacala onde acabou a nossa viagem marítima como passageiros do navio Niassa.
- Passámos para um comboio sem quaisquer condições que nos levou até ao Catur onde ficou parte da companhia para seguirem até Massangulo e os restantes lá seguiram para Vila Cabral, na província do Niassa. Passado algum tempo fomos deslocados para Nova Coimbra e acabámos a nossa estadia em Malema (Entre Rios), com pessoal em Mutuáli e Belém.
-Passados trinta meses e dez dias com missão cumprida, (seis meses de mata-bicho) lá nos trouxeram da Beira de volta á Metrópole num avião militar, mais precisamente chegámos a Lisboa em 16 de Abril de 1974.
-E viva a liberdade deste pesadelo, que em boa verdade não pretendia fazer parte dele.
                                                                         José Louro

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